domingo, 20 de maio de 2018

Serra do Caraça (28/04-01/05)

Mais um feriado que deu para emendar e aproveitar, corri pra conseguir vaga na Pousada do Caraça. Difícil nos feriados!


Poucos lugares têm uma memória tão viva como o Caraça, fundado em 1774!

Escadaria do Santuário, por onde o lobo chega.

O trânsito na MG 381 é terrível. Um desânimo nessa viagem, como havia sido na primeira vez. Menos de 150 Km em quase 4h! Um absurdo! E parece que aquelas obras não vão acabar tão cedo! Meu voo era às 7h, mas a aeronave da TAM estava com problema e foi uma sequência de atrasos que me fez perder o primeiro dia do fim de semana. Era para ter chegado lá ainda pela manhã, cheguei às 16h, ainda sem almoço. Nesse dia só me restou dar uma volta nas trilhas perto do Santuário. Fui até o tanque grande, e perambulei nos arredores até a hora da janta.


Tanque grande.

Pôr-do-sol bem em frente.

A capelinha e a torre do Santuário junto às montanhas.

Muitas flores...

Acho que esse é um tipo de Caliandra.

Essa, do jeito que a gente encontra pelo cerrado.

Dália, pôr-do-sol...

Muitos canários também.

No dia seguinte, sem pressa para acordar, tomar café e decidir o que fazer. A única programação da viagem foi subir o Inficionado na segunda-feira. Na minha primeira escalada, apesar de estar tudo encoberto, achei a montanha maravilhosa. Agora, com o tempo bem melhor nessa época, espero conhecer uma montanha ainda mais linda.

Ala da Carapuça, onde me hospedei (direita), parte do museu e do Santuário (esquerda).

 Como estava bem friozinho cedo, muitas nuvens, foi bom ter saído por volta das 10h, para animar de encarar um banho (quem sabe, né?!). Resolvi fazer a trilha da Bocaina, em direção a uma passagem entre as montanhas, que me deixou bem interessada na última vez. A trilha é bem plana, com alguma elevação somente chegando na região das corredeiras e do cânion que segue. Trilha linda, cerrado, campos de canelas-de-ema floridas (candombás, ou vellozias), como eu nunca tinha visto antes nos parques nacionais!

O dia amanheceu meio nublado, a Caraça escondida.

Cascatinha,da trilha...

Lindo :)

Pássaro preto.

Caraça aparecendo...e a trilha da Bocaina.

Campos de candonbás, ou canelas-de-ema! Pena que a foto não consegue mostrar o colorido da vegetação,

Chuveirinhos (pepalantus) e mais canela-de-ema.

Chegando lá, escolhi ficar na parte de cima das quedas, perto da sequência do cânion, curtindo o visual de cima. Um outro grupo que passei ficou na parte de baixo, que tem um poço grande. Aproveitei o calor da caminhada para tentar entrar na água, masssss, quase congelei! Impossível, dá pra contar os segundos que dá pra ficar na água kkkkk! Nesse dia o sol ainda estava se escondendo nas nuvens de vez em quando, o que não me deixou tentar de novo. O grupo que estava embaixo subiu, e um deles disse que conhecia a trilha para uma gruta, que tem subindo o cânion. 

Pedra por onde a queda deságua, água escura e muitos líquens nas pedras.

Rio segue descendo pelo cânios, por entre as pedras.

Mais flores :)

Muuuita coragem para entrar!

Subindo o rio pelo cânion, em direção à caverna.

Essa bromélia é endêmica.

Uma fenda na pedra, por onde a água cai e segue...(foto deitada na pedra).

Entrada da caverna.

Sem lanterna não dá pra explorar muito. A água segue dentro de caverna.

Exposição do Frei Lauro, no Museu. Muitas fotos lindas e história.

Torre do Santuário, vista do gramado.

Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Acho que os João-de-Barro adoram as araucárias...sempre tem uma casinha :)

Pôr-do-sol.

Essa aí era bem peluda...quase peguei nela!

Os jacus viraram praga por lá...destroem tudo! 

Encarei de seguir com dois deles para conhecer. Foi um sobe e desce em pedras cobertas de musgo, dentro do cânion, com a água seguindo junto às paredes. Muito bonito! Chegamos, mas sem lanternas e com água dentro, não deu para explorar muito. Depois, comentando com os guias locais, me disseram que ainda daria para seguir um pouco além do que fomos, mas já valeu a pena. O problema foi que eu resolvi tentar pegar o almoço (que termina às 14h) e sai numa correria só de volta! Deu certo...cheguei um pouco atrasada, mas me deixaram comer! J

Depois, aproveitei para relaxar, tomar um banho cedo pra não congelar a noite, e desisti de fazer outra trilha na correria, uma vez que por volta das 17h o sol já está indo embora, e o frio chegando. Depois da janta, fiquei na expectativa de ver o lobo, mas nada...eu estava sempre na contramão com ele. E, tinha muita gente, muito barulho, e eu desanimei. Chá com pipoca, céu estrelado, e cama! Afinal, no outro dia, era dia de montanha!

Encontrei o João, o guia que conheci e fiz o Inficionado na última vez. Figura histórica no pedaço! Sobe aquelas montanhas a uns 50 anos! Sabe tudo! Lá fomos nós, depois do café da manhã, dia limpo, céu azul sem, nenhuma nuvem! Tudo que era esperado ;), a expectativa era ver o Pico da Bandeira do cume!

Pé na trilha...olha a diferença do dia...muuuita luz :)

Isso foi lindo. As teias de aranha todas com o orvalho descongelando :)

Pedra da Paciência, com o Caraça todo iluminada ao fundo, e a Bocaina também!

Caraça.

Nosso rumo é subir as montanhas à direita!

Mais candombás. Acho que já falei que a flor é uma delícia!

E linda :)

Campos de candombás floridos!

Essa é a famosa escadaria...300m verticais nesse ritmo!

Ainda subindo, e isso é só o começo!

Agora já temos visual :)

Muitas flores, é impressionante!

Esse candombá (vellozia) é centenária, estimam uns 600 anos. Tive de sentar pra repetir a foto do ano passado ;)

Mais subida.

Lá fomos nós! A primeira parte da trilha é a mesma da Bocaina, passamos pela Pedra da Paciência, vista limpa das montanhas! Céu de brigadeiro! Pegamos uma trilha à direita, entrando na trilha para a montanha. Na subida a vegetação vai mudando, e mais campos de canelas-de-ema floridas, chuveirinhos e a subida começa...

Sobe, sobe, chega a escadaria de pedras, onde ganhamos uns 300m verticais de escalaminhada. Depois continua, sobe, platô, nova subida, platô, mais subida, e assim vai, ganhando altitude e vista.

Mais visual.

Mais flores!

Na primeira vez vi muuuitas dessas, e dessa vez somente essa!

Vários tipos de chuveirinhos.

Mais cor.

E, claro, mais subida! :)

Acho que essa também é endêmica.

Endêmica!

Mais subida! kkkk

Mais flores, muitas bromélias lindas!

Chegamos ao cume, e aí sim começou a aventura. Vamos explorar! Curtimos a vista de 360º e seguimos em direção as fendas da montanha. Trilha não tinha, mato fechado, muita pedra e muitas flores. Olhando parece que não tem como seguir, mas sempre tem um caminho, e o João conhece todos!

Nas fendas tem um monte de arcos, covas nas pedras, uma vegetação de samambaias e bromélias, muito verde, diferente do cerrado exposto. Muito lindo. Mas, a vista do outro lado das fendas foi bem decepcionante. A exploração da Vale nas encostas dos outros morros e o caminho de destruição do Rio Doce. Uma tristeza! Só então, percebi que o Caraça é uma pequena ilha no meio daquilo tudo. Um paraíso pequeno demais comparado com a área destruída! Assustador. Como podemos deixar isso acontecer, e continuar acontecendo???

Enfim, cume!

Agora vai começar a exploração! Rumos aos visuais do cume!

As famosas fendas aparecendo. A foto não mostra a dimensão.
Tivemos de nos embrenhar no mato...voltei bem alisada por eles kkkk

Parada para curtir o visual.

Desse lado dá pra ter noção do estrago que as mineradoras fazem! Uma tristeza :(

Chegando mais perto, vamos explorar as fendas.

Descendo...

No fundo tem uns jardins de bromélias e samambaias lindos.

Várias janelas...

Mais uma.

Outra fenda.

Olha que louco as formas na pedra!

Subindo de novo...vamos para a extremidade.

Curtindo o vão, jogamos uma pedra para ver o tempo que demora pra fazer barulho.

Mais visual das cidades e da destruição...

Fim do caminho...

As estradas, ferrovias, lagos, rios, cidades...mas não deu pra ver o Pico da Bandeira!

Tá na hora de voltar...

Paramos, curtimos o visual, as cidades no vale, o caminho do trem e dos caminhões, pontes, cursos d’agua, mas, com a poluição no horizonte, não conseguimos ver o Bandeira! Hora de voltar...com o sol se pondo cedo, já imaginei que não chegaríamos com sol. Sempre acho que o caminho de volta é mais longo do que a subida, descer é muito pior pro meu joelho!

Chegamos de volta, encontramos um dos irmãos do João com uma cerveja nos esperando, por sorte, porque a lanchonete já havia fechado. Sujinhos, cansados, mas felizes! Hora do banho e da janta, e do lobo!!

Apesar da amplitude da imagem, dá pra perceber os pontinhos coloridos de flores por toda parte!

Uma estrela ao entardecer.

Com a luz do sol.

Lá se vai o astro rei...depois de nos presentear com um dia belíssimo :)

Sim, essa seria minha última noite, e não tive paciência de esperar e nem sorte de estar lá nas horas que ele apareceu. Hoje era minha chance e eu estava decidida a esperá-lo. Caraça sem lobo não existe!

Pra variar desencontramos. O vi na escadaria esperando a bandeja de ossos que ainda não estava lá. Resolvi ir jantar enquanto a janta dele também não vinha. Quando voltei ele estava saindo, e o frei Lauro lá contando as histórias, educando o povo. Decidi ficar, sabia que ele votaria, a bandeja ainda estava cheia. Chá, pipoca. Mais chá e mais pipoca, o frio foi aumentando e o povo indo embora. Aí, ficamos eu e mais uns 2-3 esperando e ele voltou, para o nosso deleite! Bicho LINDO! Ficamos lá até ele comer tudo, devagar, sempre de olho na escadaria, observando com cuidado cada movimento, cada barulho. O máximo! Feliz da vida, fui dormir.

Como eu tirei trocentas fotos dele, posso exagerar com algumas aqui kkkk

Sempre verificando os arredores da ponta da escada.

Guarazinho :)

Ficar lá com ele um tempão, comendo, indo e vindo da escada foi só para os persistentes!

Ele precisa abrir as patas dianteiras para comer, porque é bem alto!

Vigilante...

Caminho de volta pra casa. Nada de carona dessa vez, desisti da novela de táxi e ônibus e Uber e resolvi ir direto de táxi até Confins. Chega a demora na estrada, para cansar. Passar o dia andando pra lá e pra cá, não é a melhor forma de terminar um feriado! Tudo tem seu preço, né? Valeu demais! 

Vou postar aqui algumas fotos maravilhosas do João ;)


Limpinhos, sem nenhum arranhão, na saída da pousada :)

Essa foi no pôr-do-sol. Fantástica :)

Campo florido!

No final da exploração das fendas.


sábado, 21 de abril de 2018

Chapada das Mesas – MA (28mar-01abril)

Aproveitando o feriado da Páscoa, o melhor do ano pra mim, fui conhecer a Chapada das Mesas, no 'sul' do Maranhão. Procurei por empresas na Internet e acabei encontrando um operador local, fiz contato em janeiro, fechei, e fiquei torcendo para aparecerem outros interessados, porque o preço solo era muito caro. Por fim, ganhei mais duas companheiras para a aventura!

Eu não sabia muita coisa, somente o que li na divulgação dos pacotes, e em regra, só falam de cachoeiras e mais cachoeiras. Fiquei na expectativa de conseguir fazer algum trekking para chegar a elas, mas a maioria não exige muito esforço, bem diferente do que temos aqui na Chapada dos Veadeiros.


Indo de Imperatriz para Carolina, vimos o céu muito colorido, até paramos para ver se era isso mesmo. Lindo!

Vista dos platôs da Chapada, do Portal, com a estrada cortando.

Fiquei impressionada com a infraestrutura da maioria dos lugares que visitei. Quase todos em área privada. O povo já descobriu que tem de cuidar para continuar ganhando...sem preservar, o turismo ecológico vai desaparecer! Construíram plataformas e pontes suspensas, de madeira, nas principais atrações, impedindo a erosão. Colocaram monitores em vários pontos para apoio e controle dos acessos, o que ajuda a manter a segurança, evitar que deixem lixos, e também controlam o fluxo.

O voo de Brasília foi para Imperatriz, e de lá mais umas 2h:30 de estrada para Carolina, seguindo para o sul, na direção do Tocantins. Na estrada já é possível ver a riqueza natural da região, uma mistura de chapada com jalapão! Muitos rios, mesas, verde pra todo lado. Passamos pelo rio Tocantins, cuja bacia nasce aqui perto de casa. Seguimos pela região onde ele foi represado e segue, passando por Carolina, subindo em direção ao mar. Muito lindo! Uma pena não ter dado tempo de navegar por ele.

No dia que chegamos só deu para dar uma volta na cidade, e pegar o finzinho da tarde no rio. Até porque, eu só pensava em jantar! Kkkk

No dia seguinte, quinta-feira, que ainda não era feriado para a maioria (quinta), aproveitamos para conhecer os lugares mais bonitos. Aliás, difícil dizer o que é mais bonito por lá. Mas, fomos para o Encanto Azul pela manhã. Um lugar de nascentes com água cristalina, fantástico. E, com água azul! Como fui na época das chuvas, todos os rios e cachoeiras estavam muito cheios, e eu não esperava águas cristalinas. Mas, esse local não recebe água dos rios da região, então, com as pedras calcarias, a água tem um tom incrível. 

Chegando no Encanto Azul. A água que segue do poço é completamente límpida.

Um poço com nascentes por todo lado!

Do alto é mais fácil pegar a cor da água :)

O local também é abraçado pelos paredões.

Fundo calcáreo e peixinhos...

Almoçamos já na região do famoso Poço Azul, e logo depois fomos conhecer a cachoeira e a gruta de Santa Bárbara. Muito lindas! Cercada de paredões, muito verde e muita água. Eu ficaria ali um tempão só curtindo o visual da cachoeira. Seguimos para o poço, que não estava azul, pois recebe água dos rios nessa época. A água estava bem turva e eu não encarei mesmo de entrar. Subi pelas pedras e tomei uma ducha nas cachoeiras que só existem nessa época.


Descendo pela mata e pedras, vimos como tudo na natureza se transforma!

A chegada da Santa Bárbara é linda, mas é bem difícil conseguir a foto dela inteira, e sem chuviscos!

Também uma das mais lindas que já conheci!

Olha uns corajosos aí, que seguiram por uma corda na lateral.

O acesso pelas pontes, tem a derivação que leva para a Gruta de Sta Bárbara. O lugar é incrível!

A decepção com o famoso Poço Azul...que estava dessa cor aí!

Bem diferente do azul da camiseta do guia, eu preferi tomar banho de cachoeira nas pedras!

Na sexta fomos para o Complexo da Pedra Caída pela manhã, e conheci uma das cachoeiras mais bonitas do Brasil, não pela altura da queda, mas pelo santuário que a abriga. A primeira cachú do dia foi a cachoeira da Caverna. Chegamos por uma gruta e ela fica abraçada pelos paredões, padrão do local. Muita água! Seguimos para a Capelão. Aí já encontramos um grupo grande chegando e tivemos de correr na frente para fazer as fotos. Depois, seguimos para a Santuário...a mais incrível. O acesso é feito pelas trilhas tabladas até um cânion, onde se segue pelo rio, cercada pelos paredões de ~50m até chegar ao santuário, literalmente santuário! Os paredões abraçam a cachoeira, muita água, quase não conseguimos ficar olhando para a queda por causa do volume e do vento. Quando o sol bate nos paredões o visual fica maravilhoso! É um lugar que não dá vontade de sair. Só mesmo depois de um bom tempo, quando o frio toma conta. Adorei!

Cachoeira da caverna...

Capelão.

Seguindo para o Santuário, vimos o paredão onde faziam rappel antes...foi abandonado, trocado pela tirolesa.

Descemos os paredões pela trilha tablada até chegar ao cânion...

Já dá pra aproveitar o banho...eu moraria por alí :)

Entrada do Santuário...

Muitas tentativas para fazer essa foto sem os respingos d'agua. Mas dá pra ter uma ideia da maravilha que é!

Muito vento e muita água na cara!

Só alegria!!!!

O nosso guia, Oziel, tem seu cantinho sagrado (a esquerda).

Retornando pelo cânion...

Almoçamos e encaramos a tirolesa de 1.400m! Massa demais! Acho que uma das mais longas que já fiz. Cortando o vale, é possível observar todo o complexo, os cânions e locais das cachoeiras. Vale muito a pena! Subi pela trilha na montanha (nada de teleférico), chegamos na pirâmide de vidro, com um super visual e energia. Tomei uma água, fomos ao mirante e prontas para o zip! Demais!! Se não tivesse que pagar, faria várias vezes! Kkkk


Lyz na tirolesa de 1400m. Ziiiiiiip!

A subida do morro, passando pela capela de N. Sra. da Encarnação.

Mirante de borda infinita :)

Visual do mirante, com as mesas, o rio Tocantins, a cidade...

Seguimos então para o pôr-do-sol no Portal da Chapada! Paramos ao lado da estrada, entramos numa trilha de areia até as pedras que levam ao Portal. O desenho é quase um mapa do Tocantins, e me lembro de ter uma foto muito parecida no Jalapão! O visual das mesas ao redor, muito verde, o rio Tocantins, a cidade, os paredões. Lindo!!!
Também ficaria por ali...queria esperar a lua cheia nascer, seria fantástico, mas não rolou! Faltaram as araras...

Oziel no Portal da Chapada.

Eu achei meu canto :), com o morro do Chapéu ao fundo.

Eu ficaria ali, esperando a lua cheia nascer...

Subindo um pouco mais para curtir outros visuais. As sete Marias.

A Lyz ficou perto do Portal e fez essa foto show!

Nesse dia fiquei bem assustada logo cedo, quando passamos pelo Portal e tinha vários ônibus de turistas entrando :O! Descobri que o povo do Pará invadiu essa região. MAS, eles ficam nos pontos mais turísticos e não encaram a maioria dos programas. Então, não teve muvuca. Conseguimos casar nossos passeios no contra-fluxo da maioria. Foi tranquilo! Isso sem falar que se paga para tudo! Uma média de R$ 35 a R$ 45 para entrar na maioria das cachoeiras, alguns lugares são mais caros, como o Complexo, que cobra R$ 60 só para entrar, além de cobrar por cada acesso dentro da área deles! O Sr. Pedro (Pipes) é o dono do pedaço, assim como da maioria das coisas na região...um empreendedor!

No sábado fomos para o Parque Nacional. Estrada de terra (muita), alguns desvios por causa da chuvarada, e chegamos nas maiores cachoeiras em volume d’água da região. Parece que o parque abriga mais de 400 nascentes, mas visitação é permitida em poucos pontos do parque. Fomos primeiro a cachoeira da Prata. Chegamos na casa de um senhor que controla a entrada, pagamos, e já estávamos ao lado da cachoeira...super cheia, muuuuita água! Não dava nem pra chegar muito perto sem tomar um banho J. Aliás, esse foi o banho, porque não entrei na água, sem chance de encarar o rio.


Prata...muuuuita água! 

Todo mundo molhado, só de chegar perto!

Seguimos para a São Romão...de novo, muuuita água! Nada de entrar no rio, mas rolou um banho nas quedas laterais, perto da passagem que dá acesso a uma caverna que tem por trás das quedas, que estava inacessível por causa do volume de água. Uma pena, mas faz parte! Ficamos por ali, curtindo aquele paraíso de águas por um tempo e pegamos a estrada de volta. O almoço foi na casa de outro morador do parque, na São Romão. Na volta, comprei um litro de azeite de babaçu com as famílias da área...só pra passar perrengue no aeroporto J, sou especialista nisso! O acesso ao parque é bem restrito, exige 4x4, e se anda bastante.


Tem uma prainha na São Romão. Pra ver a cachoeira do meio do rio Farinha, tem caiaques.

Muuuuita água. O banho foi nas quedas das paredes laterais.

Nesse dia, eu quis participar da missa, vigília pascal, na igreja matriz de Carolina. Ainda bem que eu lanchei bem antes de ir, porque foram mais de 3h de missa...isso mesmo, mais de 3h! Como a nossa pousada ficava fora do centro, a uns 2Km da entrada da cidade, o  nosso guia/motorista, o Oziel, fazia a gentileza de nos levar. Nesse dia, só encontrei as meninas depois da missa e voltamos para a pousada, onde lanchei de novo! Dancei na janta, mas foi ótimo!

No domingo, nosso voo era de noite, então, arrumamos outro programa de meio dia para aproveitar. Esse foi o único dia que choveu durante o dia, mesmo assim, na hora do almoço, quando já havíamos retornado do trekking. Uma sorte, porque fui preocupada com a previsão da meteorologia, que era de chuva todos os dias, o dia todo! Ainda bem que não rolou essa chuvarada...

Entrada do trekking, Mirante da Chapada. Eu, Oziel e Cláudia.

O guia Beto fez essa panorâmica top! 

Curtindo o visual das mesas, o rio Tocantins aparece no fundo.

Mais mesas, os pilares da chapada!

Fui para uma trilha, leve, bem leve, no platô de uma das mesas, de onde se tem o visual dos portais, pilares e morros da região. Isso em meio ao nosso querido cerrado, mas percebendo algumas variações no terreno. Descobri que existem algumas opções de trekking também, e até comentei que eles deveriam divulgar, porque, eu, por exemplo, teria feito essa opção, que vai ficar para a próxima! Os pacotes que eu encontrei são do circuito das cachoeiras. Além das que eu fiz, devem ter muitas outras opções. Daria para passar um bom tempo por lá, curtindo a natureza.

Abençoada pela mãe Natureza!

Super-recomendo a região. Matei um pouco a saudade do jalapão, que é bem parecido, e fiquei com vontade de quero mais!


Ziiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip :)

DICAS:

- Verifique as opções de empresas na internet, porque lá descobri outras agências, e vi que cobram preços bem diferentes! Algumas opções que descobri lá: Ilton Tour e Mirante da Chapada das Mesas. Mais fáceis na Internet são a Desviantes e Cia do Cerrado, essa última que eu fui.

- Ficamos na Pousada do Lajes, e o pessoal é top! Super gente boa, e o espaço é muito legal. O fato de ficar fora da cidade limita um pouco a opção de ficar perambulando por lá, mas a gente sempre passava lá na chegada dos passeios e voltava para jantar, tudo isso com o Oziel, que ‘adotou’ a gente no feriado (e nos obrigou a ouvir música brega!!! Kkkk)! Brincadeiras a parte, ele foi super atencioso conosco ;).

- Apesar dos ônibus de turismo do Pará, é possível tentar um contra-fluxo, mesmo nos feriados. Imagino aquele paraíso só para os apreciadores nos dias normais. Demais! Os períodos da chuva e da seca também devem ser bem diferentes. Nessa época pegamos os rios muito cheios, e vimos marcas de mais de 4m de altura em alguns pontos, que indicavam onde os rios foram parar esse ano. Parece que não chovia tanto assim há anos, e, não podemos reclamar!

- Na estrada para Carolina passamos por um lixão, um absurdo ao lado da estrada. E, pior, existe um aterro que foi construído, como uma das contrapartidas, pela empresa que fez a barragem do Tocantins na região...só que, nunca foi usado. Um verdadeiro absurdo! Fica aqui a denúncia, para quem puder ajudar!